Palavras que passaram

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Nada muda

Mudam os locais e nada mais. Mudam os corpos e nada mais. Mudam os ideais e nada mais. Muda tudo e nada mais. Neste inferno de vivente incerteza trilho, o caminho, nunca desvendado. Inferno não o será, certamente, pois, mesmo na irada avenida de chamas, a honestidade de um visível propósito, definido em eternos ciclos de castigo, se presta à mudança da alma pecadora. É meu, pois, o lugar no Purgatório, encarnação da mesmice, cansado flutuar à tona de um estéril oceano, afastado dos planos da Vida.

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