Palavras que passaram

domingo, 29 de maio de 2016

Feito acordar

Feito acordar por um dos seus inúmeros roncos noturnos, convidados da gordura, que no seu próprio corpo, a sua vontade tem como prisioneira, a fome de sono sua é-lhe tirada pela melancolia daquele tecto, elegantemente vestido com o negrume, presenteado pela Lua que, todas as noites, os visitava e, todos os dias, por ele olhava. Custava-lhe o respirar, decerto culpa daquela montanha, residente senhoria do seu ventre e que há muito, lhe tapava a visão das pequenas colinas, vizinhas das florestas embrenhadas do seu Sul. Gradualmente, o túnel, em que seus olhos aparentam se guiar, é deixado para trás, trocado, som o mais pequeno reconhecimento, pelas livres deambulações por aquele claustrofóbico cubículo, onde os sonhos param para morrer.

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