segunda-feira, 14 de maio de 2012
Considerações
Que bela cacofonia faziam! Na sua mente, não uma, mas duas orquestras competiam pela primazia. Ele não mais as combateria, pois sabia que a sua voz seria abafada, no momento em que a libertasse. Recostar-se-ia e apreciaria aquele espectáculo, que o impedia de tomar qualquer acção. Bem sabia quanto precisava de momentos como este, sem o pesar de pensar. Estava farto, farto de correr atrás de pensamentos que se esfumariam em becos sem saída. Na sua idade, mais avançada do que o que a sua biologia adiantava, jurava ele, não havia disponibilidade para correrias em vão. Apenas perseguiria aquilo que valeria o seu tempo! Ha! Quão bela é a idílica noção de um jovem inexperiente...Tão bela quanto errada...Pois, como poderá alguém saber o que vale, realmente, a pena, sem passar pelas dores que, apenas, cá estão para nos fazer sofrer e em nada se revelarão?
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