Palavras que passaram

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Acordo

Farei o acordo com aquele que se rebelou. Com aquele que caiu. Não me importo com esta alma que, segundo crendices, habita este fato de carne. Sei, agora melhor do que nunca, que, apenas, com o pacto faustino me libertarei deste existir que nem a sobreviver se assemelha. Se, apenas, o assinar do contracto, numa qualquer encruzilhada, esquecida pelo tempo, com o sangue que nas veias me corre, me tira...Sim, tirá-lo é a única forma deixar de assim ser. Sem este que em meu peito habita, sem este que me recorda, incessantemente, que o Homem é escravo do sentimento, da emoção...Dessas merdas que cortam mais fundo que a lâmina, trinchando o porco, estrela de um qualquer banquete, numa qualquer aldeia do interior...Apenas sem esse poderá, não o Homem, mas este homem que agora escreve, realmente, viver. Ansiarei pelo momento em que, apesar do choro deste maldito traidor interior, olharei o outro nos olhos e, numa voz trémula, mas segura, perguntarei..."Onde é que assino?"

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