Sentado à beira-mar,
deitado, até,
comtemplo,
perdida na infinita noite,
o que resta da minha fé.
Se alguma vez acreditei
que o dia me receberia,
agora sinto que sei
que apenas a sombra me acolheria.
Não sei como me sinto
ao assim caminhar,
apenas pressinto
que não consigo continuar.
Entre a noite e o dia,
pelo caminho estou perdido.
Escolher um lado, até queria,
mas, sendo eu assim,
no fim,
no outro lado acabaria
e na indolente praia
sozinho ficaria.
Deitar-me-ei.
Não mais andarei.
O que vier,
é o que aceitarei.
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